quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tudo de mais é veneno.


Eu não pedi nada disso, não quero sacrifícios, muito menos juras de amor eterno. "Tudo de mais é veneno", hoje vejo que minha velha tem toda razão quando diz isso. Sou como um pássaro, gosto de voar, ser livre pra fazer minhas escolhas sem preocupações externas, podendo mudar de percurso a qualquer hora e não atingir ninguém com isso. Não peço muito, não quero exageros. Moderação acima de tudo. Prove que sabe se controlar, se cuidar, se amar... Prove que pode ser um antes de querer ser dois. Aí sim eu posso tentar acreditar que é capaz de cuidar de um coração. Agora eu só preciso de alguém que fique comigo sem cobranças, sem planos pro futuro, sem promessas. Ao contrário disso é melhor ficar sozinha.

terça-feira, 5 de junho de 2012



Vou tentar me lembrar de você como algo tão bom que passou.
Desde então eu tentei procurar, o silêncio me fez invadir.
E hoje renasceu, tua lembrança em mim...
Na verdade somente em você eu vou existir.
Imaginar que você vai cruzar aquela porta, 
e sentir outra vez que ao meu lado é o seu lugar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Odeio a parte de mim que perdoa o que é imperdoável.

Como se não pudesse conter, meu último pensamento do dia é seu. Não importa o quão ele seja feliz ou se eu consegui passá-lo inteiro sem que memórias venham me atormentar. O último, o derradeiro pensamento, é em você. Eu não gosto de os expor, por serem absurdos. "Odeio a parte de mim que perdoa o que é imperdoável". É quase ao amanhecer que perdoo o que é imperdoável. Sinto raiva por saber que bastaria algumas bonitas palavras tuas para que eu voltasse correndo. Fico a lembrar dos nossos momentos. Me arrependo por vezes não ter dado o melhor de mim. Lembro que um dia tu disse: "Se acontecer algo e a gente se separar, lembra que eu vou te amar sempre, e ninguém, nunca, vai tomar o espaço que tu tem aqui." Certeza que foram da boca pra fora, hoje tu nem lembra mais, tenho visto que alguém já tomou o meu espaço. E essa dúvida me corrói, não lembras nem um pouco de mim? Eu não atormento tuas noites e teus sonhos? Nem um pouco de saudade? Agora que estou mais sóbria, sinto medo... Medo de te encontrar quando minha vida estiver indo bem, medo de que depois que a dor tenha congelado aqui dentro tu apareças pra derreter e despedaçar meu coração em partes outra vez. Porque eu sei, é inevitável, isso não tem cura. Nem tempo, nem outras pessoas, muito menos novas experiências. Não pra mim... Não em mim. Porque eu vou sempre te amar. E eu odeio a parte de mim que deseja que tudo isso aconteça só pra ter a ilusão de felicidade outra vez.

sexta-feira, 1 de junho de 2012


E todos os meus pesos finalmente descansam agora,
nas profundezas dessas águas sérias,
mas as ondas do rio vão relembrar...
Para sempre não é o suficiente na sua companhia,
meu coração vai sempre bombear seu nome.