Eu não pedi nada disso, não quero sacrifícios, muito menos juras de amor eterno. "Tudo de mais é veneno", hoje vejo que minha velha tem toda razão quando diz isso. Sou como um pássaro, gosto de voar, ser livre pra fazer minhas escolhas sem preocupações externas, podendo mudar de percurso a qualquer hora e não atingir ninguém com isso. Não peço muito, não quero exageros. Moderação acima de tudo. Prove que sabe se controlar, se cuidar, se amar... Prove que pode ser um antes de querer ser dois. Aí sim eu posso tentar acreditar que é capaz de cuidar de um coração. Agora eu só preciso de alguém que fique comigo sem cobranças, sem planos pro futuro, sem promessas. Ao contrário disso é melhor ficar sozinha.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Odeio a parte de mim que perdoa o que é imperdoável.
Como se
não pudesse conter, meu último pensamento do dia é seu. Não
importa o quão ele seja feliz ou se eu consegui passá-lo inteiro sem que
memórias venham me atormentar. O último, o derradeiro pensamento, é em
você. Eu não gosto de os expor, por serem absurdos. "Odeio
a parte de mim que perdoa o que é imperdoável". É quase
ao amanhecer que perdoo o que é imperdoável. Sinto
raiva por saber que bastaria algumas bonitas palavras tuas para que
eu voltasse correndo. Fico a
lembrar dos nossos momentos. Me
arrependo por vezes não ter dado o melhor de mim. Lembro
que um dia tu disse: "Se
acontecer algo e a gente se separar, lembra que eu vou te amar sempre,
e ninguém, nunca, vai tomar o espaço que tu tem aqui." Certeza
que foram da boca pra fora, hoje tu nem lembra mais, tenho visto que
alguém já tomou o meu espaço. E essa dúvida me corrói, não lembras nem um
pouco de mim? Eu não
atormento tuas noites e teus sonhos? Nem um pouco de saudade? Agora que
estou mais sóbria, sinto medo... Medo de
te encontrar quando minha vida estiver indo bem, medo de que depois que a
dor tenha congelado aqui dentro tu apareças pra derreter e
despedaçar meu coração em partes outra vez. Porque eu
sei, é inevitável, isso não tem cura. Nem
tempo, nem outras pessoas, muito menos novas experiências. Não pra mim...
Não em mim. Porque eu
vou sempre te amar. E eu odeio a parte de mim que deseja que tudo
isso aconteça só pra ter a ilusão de felicidade outra vez.
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