segunda-feira, 28 de maio de 2012

Vai.

Vai, meu amor. Vai em busca da felicidade. Vai atrás de teus sonhos. Eu te desejo toda sorte do mundo... Só não cai no mesmo erro outra vez, é muito cedo pra procurar alguém incansavelmente, deixa que te venham, com certeza irão. Mas antes vai a procura de ti, que está perdida por aí nesse imenso palco de loucos. Você não é a única que se perdeu no meio do caminho, mas não é o fim! Não desista de si mesma, pare de tentar se encontrar em outras pessoas, você é muito mais que isso. Eu disfarço meu amor com ódio na esperança que tu acredite, não quero ter outra chance, não a mereço. Quero que sigas em frente e encontre aquela menina que conheci, tão doce e adorável. E por mais que me doa... Esqueça todas minhas palavras, esqueça que fiz parte da tua vida, pare de se preocupar, não tens divida alguma a pagar comigo. Só quero ver o sorriso sincero da minha menina. E por mais que eu não seja a razão desse sorriso, quero que saiba que vou sempre torcer por ti, eu te amo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Até o próximo fim.


Doce Bruna,

Tuas lágrimas completam aniversário hoje. Eu sei, minha querida, já fazem muitos anos. Olho pro céu outonizado e lembro do nosso amor. Não são as nuvens em forma de lembrança, tampouco são as cores e os pássaros que o decoram. É aquele avião frio e melancólico que o parte ao meio. Forte, imponente, veloz... Mas incapaz de dar marcha ré. E te deixei partir até onde fosse seguro pousar, longe do meu alcance. Meu paraquedas não abriu, Bruna. Me espatifei na loucura de te abandonar.
O relógio grita cada vez mais alto. Fechar os olhos tornou-se insuportável quando nem mesmo a chama da vela acesa no meio da madrugada me permite criar poesias adormecidas. Eu sequei, dogmatizei o meu próprio título de criatura ordinária e passei a ser servo do meu próprio falecimento romântico.
Tu fostes cruel, Bruna. Fostes cruel com tua beleza, teu cândido olhar, tuas botas de ferro que fui obrigado a calçar e hoje me impede de continuar a vida sem você. As memórias quase perdidas me fascinam, me enlouquecem. Ainda lembro das vezes que deitei no chão do meu quarto e pus a questionar porque tuas lágrimas não saiam verdes, exatamente da cor dos teus olhos que se desmanchavam. Você me fez vivo pra logo em seguida, matar-me com a forca que eu mesmo ajudei a amarrar.
Virei estranheiro da minha própria descoberta. Do que adiantou-me o título de bravo, forte, dono de si, se no final das contas, morri com o título de leão ou realeza? Não bastou-me o luxo, as mordomias de amar escondido. Eu quis gritar o teu nome para desconhecidos, quis rasgar o meu coração para que tu pudesses viver em meus pesadelos reais.
As rosas escondidas por entre os espaços do teu nome murcharam, e as lágrimas que irrigaram todo o meu oceano secaram. Hoje sobrevivo na carcaça de um homem que encobriu teus beijos com a barba mal feita, que maquiou os sentimentos com uma estrela no peito. Hoje penso que nada valeu a pena, embora eu saiba que sou mais feliz sem você.
Não me entenda mal, minha adorável menina. Tu me fazes falta, mas a felicidade não tem a ver com espaços vazios. Pode parecer loucura, mas que a loucura seja colocada à mesa para ser dividida entre os apaixonados ou desapaixonados. Ambos possuem o mesmo par de óculos desajustado e um buquê de rosas murchas nas mãos. Eu sou feliz, e serei ainda mais feliz daqui alguns anos.
Felicidade é mentira, falta de sentido. O concreto tornou-se um peso insuportável e optei por ser feliz. Optei por trazer os abutres para se banquetearem com as migalhas que deixei no caminho de volta para teus braços. Optei por esquecer, sem que o esquecimento tenha optado por mim. Desisti de te amar, sem que o amor desistisse de vencer.
É chegado o dia do nosso adeus definitivo. Que um dia a gente se cruze pelos caminhos tortos e curtos da eternidade, meu amor. Que um dia tu desabroche e solte teu perfume de rosa até mim, para que eu não tenha que pedir ao vento para levar minhas tristezas até você. Eu te quero sorrindo, Bruna. Eu te quis mal, mas te quero sempre bem.
Até o próximo fim. (Cinzentos)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O que nós crescemos pra ser...


E mesmo depois de tudo, eu continuo te observando, te acompanhando, te amando...
Talvez as tuas palavras fossem em vão, talvez eu nunca tenha sido tão importante assim, talvez tua vontade de sentir meu abraço não fosse tão devastadora e minha presença não tão singular. Que bom que você conseguiu continuar, que bom que você não foi fraca igual a mim. Eu que tanto lutei pra te fazer forte, agora vejo sua força daqui de baixo, da lama, do fim do poço. Não consigo levantar, era você que me dava motivos pra acordar e batalhar pelo que eu sempre quis. Talvez eu não tenha sido o melhor pra você, talvez haja alguém que possa te dar o que tu esperas, talvez alguém te transforme no melhor que tu podes ser... Se eu te transformei no pior das criaturas é porque nunca mereci teu amor. Talvez esteja tudo perdido pra mim, eu não vou deixar de te amar e querendo ou não, vou sempre procurar você em outras pessoas, na esperança de ter um pouquinho de ti comigo outra vez.. Mesmo que elas sejam melhores que você, mesmo que sejam o que eu sempre procurei. Vou querer a imperfeição do teu amor, o gosto do teu beijo, o calor do teu abraço, a sensação ao ouvir tua voz, a felicidade ao te ver sorrir, a força pra te proteger, vou querer o que eu tinha com você. "Eu queria que meu amor tivesse te cegado, queria que meus braços tivessem te segurado, só então você nunca teria visto o que nós crescemos pra ser."

terça-feira, 1 de maio de 2012

É preciso.

As coisas têm ficado mais fáceis. Tenho aprendido a controlar meus sentimentos, meus tantos e inconstantes sentimentos. O ódio amenizou, a vingança não faz sentido, a dor diminuiu, a tristeza só vem se eu quiser, a saudade se eu me permitir lembrar dos momentos bons... Mas não permito, pra mim, depois de tudo de ruim, os bons momentos foram simplesmente apagados e não valem a pena virem a tona. Mas lembrar faz parte do processo de esquecimento, é mais fácil esquecer quando se lembra e não dói, quando lágrimas não mais descem, quando percebe que não se importa mais. A verdade é que no começo nós não abrimos mão de sofrer e queremos ser reconhecidos por isso... Por cada dia que decidimos levantar da cama e continuar vivendo. Mas é algo tão normal, todo mundo um dia passa por isso, cedo ou tarde, sendo mais intenso ou ameno. E é preciso. Preciso pra crescer, pra aprender, pra perceber que não se pode mais ver as pessoas com a inocência de uma criança, que nem todo mundo é bom e que não se pode confiar e entregar o que você tem de melhor pra qualquer um. Demore ou que passe logo, o tempo pode ser duro e não ter pressa, mas depende de você.