Eu
não sabia bem o que sentia, mas aquela sensação já me era familiar. Demorei pra
perceber que não preciso de você para ser feliz, demorei para me desapegar, mas
desapeguei… Te perdi inúmeras vezes, escutei finitas vezes seu adeus, e aceitei
todas as suas desculpas. Chorei de saudades, chorei com suas palavras que me
feriram como se fossem facas. Suas indiretas eram como tapas na minha cara, mas
que sempre machucavam o meu coração. Chorei, chorei, cheguei a soluçar de tanto
chorar, chorei por mim, chorei por você, chorei por nós. Chorei por não
conseguir te odiar… Chorei até cansar, até perder o ar, chorei que chegou a me
faltar ar… Chorei tanto que senti meu coração congelar. Parei de chorar, e as
lágrimas secaram em minha face, respirei fundo e te perdoei… Me perdoei por te
perder, me conformei… Não foi fácil, doeu, perdi a conta de quantas noites
passei em pratos. E depois chorei novamente, chorei com vontade, meu olhos
transbordavam você. Chorei por que um dia te amei, e de tanto chorar o meu amor
se afogou e morreu. — Causas
da morte: Afogamento. d-esordeira
sábado, 25 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Depois de você.
"Já
conheci muita gente
Gostei de
alguns garotos
Mas
depois de você, os outros são os outros...
Ninguém
pode acreditar na gente separado
Eu tenho
mil amigos, mas você foi meu melhor namorado
Procuro
evitar comparações entre flores e declarações
Eu tento
te esquecer!
A minha
vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode
me entender?
Depois de
você os outros são os outros e só.
São
tantas noites em restaurantes
Amores
sem ciúmes
Eu sei
bem mais do que antes sobre mãos, bocas e perfumes...
Eu não
consigo achar normal meninas do seu lado
Eu sei
que não merecem mais que um cinema com meu melhor namorado.
Depois de
você... Os outros são os outros, e só."
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Nada para levar a sério e tudo que se precisa.
"É preciso
entender que os tempos não são mais os mesmos, que o trem continua a viagem
depois que os passageiros descem. Que pessoas não vão ficar para sempre na sua
vida, porque afinal, nada é para sempre, e é de bom grado que as valorizem
enquanto estão por perto. Que
qualquer um pode te decepcionar, porque ninguém é perfeito. Mas é preciso saber
quais decepções são suportáveis, perdoáveis e passíveis de
esquecimento. Corações bons são raros, a jornada pode ser longa e talvez
você não encontre nenhum por aí. Mas veja bem, ser bom não é ser perfeito.Não espere que uma só pessoa seja de um todo bom, na verdade é melhor que não
espere nada, porque o nada vem de mansinho e ele pode te surpreender. Já o
tudo... Ah, o tudo carrega muitas responsabilidades, ninguém quer pouco do tudo,
sempre querem mais e mais. Nunca estão
satisfeitos. E é mais raro ainda que o tudo consiga exercer sua função
impecavelmente. Não
espere que alguém cate os pedaços do seu coração que ficou pelo caminho e o
modele tal como era. Certos caminhos temos que trilhar sozinhos. Não é uma
regra, é só a falta de bons corações, se não os encontrar é preciso aprender a
continuar sem eles. Caso tenha-os, trate-os bem, e vele para não perdê-los.
Não se
preocupe com julgamentos, a sociedade de um tudo cobra e você não tem que
provar nada, pra ninguém. É preciso entender que nem tudo é como a gente
quer, mas o trem continua seguindo..."
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Tudo de mais é veneno.
Eu não pedi nada disso, não quero sacrifícios, muito menos juras de amor eterno. "Tudo de mais é veneno", hoje vejo que minha velha tem toda razão quando diz isso. Sou como um pássaro, gosto de voar, ser livre pra fazer minhas escolhas sem preocupações externas, podendo mudar de percurso a qualquer hora e não atingir ninguém com isso. Não peço muito, não quero exageros. Moderação acima de tudo. Prove que sabe se controlar, se cuidar, se amar... Prove que pode ser um antes de querer ser dois. Aí sim eu posso tentar acreditar que é capaz de cuidar de um coração. Agora eu só preciso de alguém que fique comigo sem cobranças, sem planos pro futuro, sem promessas. Ao contrário disso é melhor ficar sozinha.
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Odeio a parte de mim que perdoa o que é imperdoável.
Como se
não pudesse conter, meu último pensamento do dia é seu. Não
importa o quão ele seja feliz ou se eu consegui passá-lo inteiro sem que
memórias venham me atormentar. O último, o derradeiro pensamento, é em
você. Eu não gosto de os expor, por serem absurdos. "Odeio
a parte de mim que perdoa o que é imperdoável". É quase
ao amanhecer que perdoo o que é imperdoável. Sinto
raiva por saber que bastaria algumas bonitas palavras tuas para que
eu voltasse correndo. Fico a
lembrar dos nossos momentos. Me
arrependo por vezes não ter dado o melhor de mim. Lembro
que um dia tu disse: "Se
acontecer algo e a gente se separar, lembra que eu vou te amar sempre,
e ninguém, nunca, vai tomar o espaço que tu tem aqui." Certeza
que foram da boca pra fora, hoje tu nem lembra mais, tenho visto que
alguém já tomou o meu espaço. E essa dúvida me corrói, não lembras nem um
pouco de mim? Eu não
atormento tuas noites e teus sonhos? Nem um pouco de saudade? Agora que
estou mais sóbria, sinto medo... Medo de
te encontrar quando minha vida estiver indo bem, medo de que depois que a
dor tenha congelado aqui dentro tu apareças pra derreter e
despedaçar meu coração em partes outra vez. Porque eu
sei, é inevitável, isso não tem cura. Nem
tempo, nem outras pessoas, muito menos novas experiências. Não pra mim...
Não em mim. Porque eu
vou sempre te amar. E eu odeio a parte de mim que deseja que tudo
isso aconteça só pra ter a ilusão de felicidade outra vez.
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