terça-feira, 3 de abril de 2012

Eu não te amo!

Eu não te amo. É, eu não te amo. 
Eu não amo essa pessoa que eu vejo agora, 
tão egoísta e com um prazer mórbido em fazer os outros sofrerem. 

Qual o problema? Você não pode ser normal? 

Não importa, não importa porque eu não te amo. Não mais. 
Não te amo por me culpares de todas as tuas moléstias, 
Eu não te amo pelas tuas belas palavras, que no entanto de nada valeram.
Não! Eu não te amo! Eu não te amo, por ter te entregado tudo, 
Eu não te amo por teres me roubado do mundo, de mim mesma, 
Eu não te amo, eu não te amo… Eu não te amo… Eu não te amo… 

Não te amo por teres sugado toda a minha energia, toda a minha força, 
tudo de bom que eu tinha e me largado no meio da estrada. 
da tua fraqueza, da tua falta de caráter, desse peito vazio, seco, oco... 
que carregas aí dentro.
Eu não te amo por todas as vezes que eu me fiz teu abrigo, tua moradia, 
por todas as vezes que lutei contra o mundo pra te defender, 
e quando eu falo mundo, não são poucas pessoas, 
nunca deixei ninguém ousar tocar em teu nome, 
lutei contra as pessoas que mais importam pra mim.
Quando na verdade, você sempre soube ir á guerra.
Eu não te amo por me fazeres de escrava, e pior, 
por conseguir me convencer de que era melhor assim.
Eu não te amo por teres tido todas as chances do mundo, 
e jogado-as fora... 
meus sonhos, minha felicidade, meu futuro, minha vida!
E por ter simplesmente lavado as mãos, me jogando pro nada, 
pra escuridão.. 
Não te amo por teres deixado eu me afogar na tua loucura, 
e por todas as vãs palavras, que desesperada, eu pedia, 
implorava, aos céus, por uma luz. 
Eu não te amo porque deixastes que eu chamasse pela morte, 
pra ir embora em teu lugar. 
Agradeço que ela não tenha ouvido, ou tenha simplesmente ignorado. 
Talvez até ela tenha ficado horrorizada com tudo isso. 
Eu não te amo por ter sido idiota, 
idiota de não ter enxergado em teus olhos toda a farsa. 
e por ter me feito navegar pelos teus desconhecidos ares. 
Ares tão sobrios e escassos. 
E me perco em tantas palavras, para tentar me convencer, em vão...
de que eu não te amo.

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